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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
ENTREVISTA AO JORNAL TRIBUNA DE LAVRAS
Mãe lavrense que teve o filho assassinado por causa das drogas faz um desabafo
Ela
teve a vida de sua família devastada pelo problema do uso das drogas. Mas Jane
de Carvalho Lopes, 60 anos, não esmoreceu diante do problema. Assumiu ao longo
do tempo o papel de mãe e conselheira, amiga e guerreira ao filho, que era
dependente químico.
Alexandre
Lopes de Melo, 40 anos, foi assassinado no dia 9 de janeiro deste ano, em
Lavras. O rapaz acusado de cometer o assassinato afirmou que a motivação do
crime foi um acerto da compra de crack. O filho foi morto a golpes de tesoura em
uma residência.
Jane
revela que o drama vivido pela família durou 20 anos. Esse foi o tempo em que
Alexandre se envolveu com o universo das drogas. Ela conta que ele chegou a ser
internado uma única vez em uma clínica em Itamonte (MG), onde passou quatro
meses, mas desistiu do tratamento após enfrentar dificuldades de adaptação com
os métodos praticados pela entidade.
A
mãe contou que conta que o filho conseguiu se manter longe das drogas por sete
anos quando passou a freqüentar a Summit
Lighthouse, uma comunidade espiritual, mas retornou ao vício depois que a
mesma deixou a cidade. “Ele passou a andar com os velhos amigos e tudo voltou a
ser como era”. Ela revela que Alexandre costumava usar álcool também.
“Meu
filho nunca roubou ninguém, era uma pessoa muito querida no bairro onde a gente
morava. Tive alguns objetos pegos dentro de casa por ele, que revendia para
comprar droga depois que perdeu o emprego. Mas ele nunca fez mal a ninguém, era
uma pessoa espiritualizada”, disse.
Jane
afirmou também que chegou a seguir o filho durante a noite para saber do seu
paradeiro. “Sentei com ele no meio fio da calçada e o vi comprar drogas”. A mãe
revela que chegou a fazer um boletim de ocorrência contra ele, mas não chegou a
representar o documento.
Defesa
A
mãe revelou que procurou ajuda com diversas entidades e o poder público, mas
esbarrou na impossibilidade de uma internação compulsória do filho – quando o
tratamento acontece sem o consentimento do paciente. A legalidade da internação,
no entanto, depende da apresentação de um laudo médico, assinado por um
psiquiatra.
Mesmo
sendo uma medida legal em todo o País desde abril de 2001, a partir da
publicação da Lei 10.216, ela vem sendo discutida pela opinião pública nacional
e por especialistas nos últimos meses sobre a sua validade ou não.
“Sou
a favor do método da internação voluntária. Meu filho não tinha mais autonomia
da própria vida. Ele não se alimentava, não se vestia ou tomava banho. A gente
precisava o lembrar para que isso acontecesse”, revelou.
Para
Jane, é preciso que a sociedade cumpra o seu papel diante do avanço do tráfico e
do consumo das drogas. “Se nada for feito o futuro pode ser tenebroso. As leis
precisam ser cumpridas pelo Estado”. Ela defende que as famílias de usuários de
drogas precisam se unir, discutir o problema e levar o debate para a esfera
pública em Lavras.
Perdão
Jane
contou que chegou a perdoar a mãe do suspeito de cometer o assassinato do filho,
o jovem Jaickson Peniche Mesquita, 26 anos de idade. As duas participam do mesmo
grupo de oração em uma igreja no bairro. Ela disse que a sua história serve de
exemplo para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento que o
dela.
“A
mãe do Jaickson sofre mais do que eu, pois meu filho saiu desse desespero todo,
mas o filho dela permanece nessa situação. Não tenho nada contra ele, ele foi um
instrumento na mão de Deus”, finalizou.
Foto Portal Lavras 24 Horas: Jane de Carvalho Lopes: 20 anos de luta para tentar tirar o filho do mundo das drogas.
domingo, 29 de janeiro de 2012
DESABAFO
EU FUI
MÃE DE UM VICIADO EM CRACK
Lembro-me
bem, quando nasceu meu primeiro filho!!!
Era um bebezão, nasceu com mais de 4 KG.
Era um
menino bom, muito espiritualizado, mas muito tímido e com baixa alta estima.
Por isso, procurava por pessoas e lugares errados.
Acabou
encontrando as drogas. E não foi com pessoas pobrezinhas e desamparadas, nem em
um beco qualquer ou beira de linha férrea. Foi em um meio muito requintado e
rico, com filhos de políticos influentes, daqui da cidade, que não sei porque o
convidaram.
Assim
se iniciou sua caminhada no meio das drogas e começou também minha luta!!!
“A
gente nunca acha que vai acontecer conosco ou com os nossos conhecidos e
amigos”.
Sou bancária aposentada, divorciada, enfrentei muitas
dificuldades na vida.
Tenho 4 filhos, todos criados da mesma maneira, na
retidão e honestidade. Era bastante severa, mas muito amiga, mesmo porque era
pai e mãe de meus filhos.
O mais velho se envolveu com drogas, como relatei
acima. A princípio maconha, depois cocaína.
Fiz de tudo que podia para tentar resgatá-lo, cheguei
até a colocá-lo para fora de casa, porque minhas meninas ainda eram solteiras e
poderiam ser prejudicadas. Adiantou, ele encontrou uma religião, me chamou pra
fazer o curso com ele, eu fui. Ele ficou 7 anos sem drogas, bebidas e cigarro.
Enfim esta religião foi embora da cidade, e ele foi atrás
dos velhos companheiros. E daí foi para o crack. Parou de trabalhar, foi um
caos. Até segui-lo nas madrugadas eu fazia.
Orava sem parar, ia aos órgãos públicos a procura de
ajuda, e me diziam que não poderiam fazer nada contra a vontade dele! Fui à
delegacia de polícia fazer um BO, pois
ele estava queimando crack dentro do guarda roupa, colocando assim nossa vida
em risco. B.O. este que não registrei, porque me disseram que não podiam
garantir que ele fosse internado. Procurei Advogado, Promotor, Juiz, Delegado,
e nada, ninguém podia me ajudar.
A PESSOA PRECISA
QUERER SE INTERNAR. Mas como, se ele se
tornou incapaz, um viciado em crack, não é capaz de decidir nada em sua vida.
Foi embora seu computador, seus aparelhos eletroeletrônicos, sapatos, roupas,até seu carro.
Até minha geladeira era assaltada. Ele pegava produtos
alimentícios para trocar pela pedra maldita.
Sua casa foi depenada, tiraram móveis, fios, e até
pias.
O QUE É ENTÃO UMA
PESSOA INCAPAZ???
Não se diz que o crack vicia na primeira usada???
NO ÚLTIMO DIA O9/01/01,MEU FILHO FOI ASSASSINADO POR UMA MÍSERA PEDRA DE CRACK. E nem
eu nem os órgãos governamentais e policiais pudemos fazer NADA.
Dizem que o governo está agindo, arrumou bilhões para
investir em formação profissional e clínicas de internamento.
Desfizeram a
cracolândia, (que grande feito), tinham que tirar o lixo do centro,
inclusive os seres humanos, que
como tal não foram tratados.
Me desculpem gente, pelo desabafo, me ajudem a divulgar
isso cada vez mais, este descaso pelo ser humano.
Beijos,
Jane Lopes
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
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